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Economia

Taxas de Condomínio Surpreendem Novos Proprietários

Antônio Tubarão · Redator

LXF
Taxas de Condomínio Surpreendem Novos Proprietários

Estudo aponta: valor da cota condominial lidera insatisfações logo após entrega das chaves.

Valor das taxas de condomínio é principal motivo de queixa entre novos moradores.

Levantamento do Grupo Superlógica em parceria com a Abrainc revela que 65% dos compradores de imóveis apontam o montante da cota condominial como o principal fator de insatisfação logo após receberem as chaves de seu novo lar. O dado supera reclamações sobre atrasos na obra e vistorias, citadas por 60%, e discórdias sobre escolha de síndico, apontadas por 53%. Essas surpresas acontecem especialmente durante a Assembleia Geral de Instalação (AGI), momento em que o condomínio é formalizado e as taxas são enfim apresentadas.

O estudo, realizado com 53 das 96 construtoras da Abrainc, mostra ainda que cerca de 33% das incorporadoras só definem o valor da taxa condominial no dia da AGI. Segundo os responsáveis, isso aumenta desgastes com novos condôminos e dificulta o planejamento financeiro das famílias que acabam de adquirir um imóvel, afetando a economia local e a administração dos empreendimentos.

Critérios operacionais pesam mais que custo ao escolher administradora.

Na definição da empresa que fará administração condominial, as incorporadoras priorizam operação sobre preço: 98% valorizam estrutura organizacional e processos internos. Outros fatores como atendimento ao cliente, reputação e tecnologia são destacados por 95% dos entrevistados, enquanto apenas 60% consideram o preço critério decisivo. Luiz França, presidente da Abrainc, afirma que a entrega das chaves é um marco, mas ressalta que essa etapa não encerra a jornada do cliente.

O engajamento antecipado da administradora é defendido por 80% dos executivos, que apoiam participação já antes da entrega das chaves. Outros 34% acreditam que esse envolvimento deveria começar ainda na concepção do projeto. Essa estratégia favorece o controle da estrutura econômica e ajustes para evitar surpresas financeiras durante os primeiros meses no condomínio.

Implantação mal conduzida impacta diretamente a reputação das incorporadoras.

A pesquisa aponta que conflitos na fase de implantação elevam o volume de chamados para atendimento, relatados por 90%, e as reclamações no pós-venda, citadas por 88%. Atritos com síndicos, conselhos e moradores são mencionados por 95% dos entrevistados. Talita Zampieri, diretora de marketing do Grupo Superlógica, explica que quem se envolve precocemente ajuda a definir decisões importantes e garante que o condomínio esteja organizado no momento da entrega. Já quem chega próximo à AGI assume decisões tomadas por terceiros e precisa responder por elas.

A participação antecipada da administradora é vista como essencial para uma transição menos conflituosa e maior previsibilidade orçamentária para os moradores, contribuindo para a estabilidade do desempenho econômico dos condomínios e evitando impactos negativos nos serviços relacionados.

O estudo mostra que a surpresa com o valor do condomínio tem centralidade no desgaste entre novos proprietários, influencia a reputação das incorporadoras e o relacionamento com moradores. Para evitar conflitos, o engajamento antecipado da administradora é apontado como melhor prática e tendência de mercado. O tema evidencia que cuidados vão além da entrega das chaves, com a experiência do cliente sendo moldada nos primeiros meses de convivência condominial e refletindo de forma indireta na evolução econômica do setor imobiliário.

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