Cariani questiona rótulos de lote vinculado à Sanfit por uso de proteína de soja

Influenciador diz que rótulos podem enganar consumidores
Renato Pessoa Cariani, fisiculturista, influenciador digital e empresário, afirmou no segundo episódio do podcast Sporte Salva Podcast que produtos comercializados como "way protein" contendo proteína de soja configuram engano ao consumidor, em meio a questionamentos sobre um lote recém-lançado vinculado à marca citada como Sanfit, também escrita como Sunfit ou Sanfite. A declaração ocorreu em participação apresentada pelo 'tiozão do fitness' e por Guilherme Manso.
Cariani relatou ter negociado com o proprietário identificado como Lucas, viajado de Barra Funda até São Carlos, uma distância de aproximadamente 200 km, para conhecer a fábrica e o galpão, e assinado contrato para divulgar um lote de 10.000 unidades com preço promocional citado como R$4,90 ou R$4,99. Segundo ele, a fábrica atua há 12 anos no Brasil e liberou produção e laudos, mas a responsabilidade por laudos e composição seria da fabricante e dos órgãos reguladores.
O cerne da crítica de Cariani foi a distinção entre whey protein, derivado do soro do leite, e blends à base de proteína de soja, que são alternativas mais baratas. Ele afirmou que vender produto com soja como se fosse whey, "não existe way protein à base de proteína de soja", seria lesar o consumidor e configurar possível publicidade enganosa; citou o artigo 273 do Código Penal como enquadramento possível em caso de irregularidade.
A controvérsia se intensificou após divulgação de laudos por terceiros, entre eles um documento atribuído ao pesquisador Caio Maca, cuja metodologia e habilitação Cariani qualificou como amadora e afirmou não contar com CNPJ ou estrutura laboratorial adequada. Ele ressaltou que análises confiáveis dependem de laboratórios credenciados e que parte da confusão decorreu de um produto anterior da marca com tabela nutricional citada como 30 g de carboidrato e 20 g de proteína, enquanto o novo lote manteve nome e imagem semelhantes.
Cariani defendeu transparência na rotulagem e no marketing de suplementos, recomendou que o consumidor leia rótulos e verifique procedência, e afirmou que eventuais irregularidades deverão ser apuradas por órgãos como a Anvisa e, em casos de publicidade, pelo Conar.



