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Economia

Bitcoin encara barreira histórica para novo ciclo no mercado de criptoativos

Antônio Tubarão · Redator

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Bitcoin encara barreira histórica para novo ciclo no mercado de criptoativos
Foto: frimufilms / Freepik

Só ultrapassando US$ 81.700 o bitcoin pode selar o bull market; até lá, o otimismo do mercado de criptoativos depende da superação técnica.

Bitcoin precisa superar US$ 81.700 para confirmar alta no mercado de criptoativos.

A CryptoQuant alerta que, apesar do otimismo, o bitcoin precisa romper de forma consistente a resistência dos US$ 81.700 para que seja oficialmente iniciado um novo mercado altista de criptoativos. O criptoativo valorizou 24% em duas semanas, mas agora está travado entre US$ 76.000 e US$ 82.000, girando próximo dos US$ 77.000. Segundo Julio Moreno, diretor de pesquisa da CryptoQuant, esta faixa de preço concentra vendas históricas consideráveis: “O ciclo só se confirma com um fechamento sustentável acima da média móvel anual, parâmetro bastante monitorado por reguladores e participantes do mercado de cripto.”

Principais obstáculos e dados on-chain delimitam o teto de curto prazo no mercado de cripto.

Moreno detalha três zonas de resistência delimitando o avanço do bitcoin:

Entre US$ 77.100 e US$ 80.200, holders antigos venderam até 539 mil BTC desde o início do ano, criando um teto difícil de romper diante do atual quadro regulamentar cripto.

O nível mais crítico está na média móvel de 365 dias, hoje em US$ 81.700. Esse é um tradicional termômetro do mercado de cripto para início de ciclos de alta, também observado por autoridades como o Banco Central do Brasil e o Banco Central Europeu, preocupados com a estabilidade do sistema financeiro diante do aumento das operações de câmbio cripto.

Acima disso, a “banda Metcalfe 3x”, baseada na atividade da rede, projeta resistência adicional em US$ 83.600. Segundo a CryptoQuant, esse nível serviu de referência para picos anteriores e é acompanhado de perto por emissores de criptoativos e exchanges de criptomoedas, atentos à supervisão cripto cada vez mais forte na Europa com MiCA (Regulamento de Mercados de Criptoativos).

Por fim, US$ 88.700, preço médio de compra dos traders ativos, tende a registrar realização de lucros, pressionando o avanço do ativo e mostrando que regras claras e compliance cripto são fundamentais para o avanço sustentável do segmento.

“É preciso absorver a oferta adicional que emerge nessas zonas para que o novo bull market se construa no mercado de criptoativos”, afirma Moreno, explicando que, historicamente, a consolidação do rompimento sobre esses níveis define se haverá disparada de preço ou lateralização, o que pode demandar adaptações nas normas cripto e na demonstração financeira dos players do setor.

Rede de suporte sustenta otimismo, apesar da pressão por regulamentação cripto.

Caso o bitcoin recue, os suportes imediatos ficam em US$ 70.000 (média móvel de 200 dias) e entre US$ 62.000 e US$ 65.000, onde compradores de longo prazo acumularam 476 mil BTC em 2026. Esses patamares são vistos como áreas de defesa estratégica, principalmente em um cenário de regulação cripto crescente:

US$ 70.000: suporte técnico de curto prazo avaliado por analistas e especialistas das legislações cripto.

US$ 62.000, 65.000: faixa acumulada por holders convictos, inclusive bancos e prestadores de serviços cripto atentos à regulamentação do mercado de criptoativos.

Moreno mantém uma leitura construtiva, afirmando que “o cenário geral permanece otimista”. Apesar disso, apenas a quebra das resistências descritas permitirá o início de uma nova etapa de valorização, com impactos na autorizações para emissores e prestadores de serviços cripto. Como explicam analistas, o mercado pode seguir lateralizado caso a oferta vendedora permaneça intensa e a regulamentação, tanto no Brasil quanto na Europa, siga em foco.

O bitcoin está em um momento decisivo: sem superar consistentemente US$ 81.700, o tão esperado bull market no mercado de criptoativos segue adiado. Os dados on-chain indicam que grandes players ainda testam o apetite comprador do mercado, enquanto suportes robustos sustentam a confiança dos long-term holders, inclusive diante dos novos quadros regulatórios do setor. O futuro do ciclo de alta depende da capacidade do bitcoin de ultrapassar resistências-chave, absorver pressões vendedoras e se adaptar a mudanças em regras de criptoativos propostas em legislações como MiCA e pelas autoridades como o Banco Central do Brasil. A próxima movimentação será observada de perto por todo o ecossistema, já que a confirmação do bull market pode redefinir o mercado cripto em 2026, em meio ao avanço das regulamentações e autorizações para emissores de criptoativos e sistemas virtuais descentralizados.

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